25/06/2013
04/06/2013
28/05/2013
18/05/2013
Sopa da pedra !
Receita ribatejana:
(Em panela de pressão... 45 minutos)
feijão encarnado previamente demolhado
orelha de porco raspada,lavada e picada
chouriço negro
chouriço de carne
toucinho entremeado
batatas
cebola
2 dentes de alho picados
folha de louro
coentros
sal e pimenta
Tudo na panela como fez o monge ( feijão, orelha aos pedacinhos , focinho picadinho, chouriços, toucinho, cebola e alhos picados, louro, sal, um pouquinho de pimenta e....água claro !
deixe cozer (45 minutos)
Olhe a pedra... meta lá e não a guarde no bolso ... não vá cair em tentações !
Depois de cozido... junte as batatas cortadas em pedacinhos e deixe cozer mais 6 ou 8 minutos
Verifique os temperos
Vai ver que só não come a pedra porque pode partir os dentes !
25/03/2013
Torquato da Luz
é assim que te lembro amigo
tantas vezes nos embrulhámos em questões que ninguém entenderá
tantas vezes nos abraçámos e nos perdoámos
desta vez não te posso perdoar
teres partido assim
24/03/2013
Luto na Poesia
Faleceu hoje um Grande Poeta
mas o que me enraivece é que
além dum Grande Poeta
era sobretudo um AMIGO Grande
além dum Grande Poeta
era sobretudo um AMIGO Grande
Paz para ti
Torquato da Luz
sê paciente, espera
e não te inquietes a pensar no fim.
Eu hei-de renascer na Primavera
como a folhagem do jardim
e a luz que se derrama na cidade
de Lisboa ao respiro da liberdade.
Escusas, pois, de vir bater-me à porta
ou de deixar mensagem
no telemóvel, que eu fui de viagem
e o resto não importa.
Torquato da Luz
21/03/2013
Do cais das colunas onde se amarravam escravos
lá onde o sol se envergonha
e se esconde
longe lá longe
sei lá onde
há sempre uma gaivota que chega
com a liberdade nas asas
18/01/2013
24/12/2012
20/12/2012
23/11/2012
22/11/2012
Duda e o poeta
encontrei a minha afilhada sempre linda
à beira Tejo
como que relendo o grande poeta que foi
Francisco Rodrigues Lobo
03/06/2012
11/04/2012
Um Poema
Um poema que acabo de "roubar" ao meu grande amigo e poeta Torquato da Luz
que nos há-de oferecer muitos...muitos mais.
http://oficiodiario.blogspot.com/Prosseguindo
Foi tudo há tanto tempo que por vezes
dou por mim a pensar que não fui eu
mas outro que viveu
as noites e os reveses
que a vida me estendeu.
Venho de longe e trago nos ouvidos
o eco de coisas que não sei
se perdi ou tão-só abandonei
nos caminhos percorridos.
Resta-me olhar a paisagem
e prosseguir viagem.
30/01/2011
Atirei pedras ao céu....
atirei pedras ao céu
gritando a Deus
que responda
que responda
e me diga finalmente
porque razão
me resta apenas a noite
que me traz a incerteza
desta certeza de ter que seguir
por esta estrada
a duvidar
que vá dar
a parte alguma
atirei pedras ao céu
e Deus
complacente e enfadado comigo mesmo feito criança
não respondeu
tocou apenas o sol e me enviou
uma onda de bonança
que a alma devorou
atirei pedras ao céu
e Deus
irritado comigo
como se irrita qualquer criança
confirmou ser meu castigo
viver com a esperança
com que vive
qualquer mendigo
atirei pedras ao céu
com medo
Deus apontou-me o dedo
mas não respondeu
(Imagem da Net)*
10/12/2010
Lágrima
não é dor
nem sequer mágoa
a água
que encharca esse teu rosto
são gotas de lua
um mosto
de raiva sòmente
um tsunami frequente
que acontece
quando a saudade transborda
e a alma
enraivece.
28/11/2010
Este fardo
este fardo... a minha herança...
onde vou ? nem já eu sei !
perdi-me ainda criança
por atalhos e cansado
deixai que fique sentado
nos escombros da esperança
deixai que fique sozinho
como Jó também ficou
e segui vós o caminho
que o vosso deus vos traçou.
(Imagem de Roberas.blogspot.com)
24/10/2010
A chorar finges que cantas
na masmorra de mim mesmo
ora choro, ora canto
canto por ti quando choras
choro por ti se tu cantas
...
quando choras... de certeza
que o teu choro é de alegria
sei que cantas de tristeza
quando a alma vazia
nos teu olhos fica presa
...
abre os olhos e sorri
deixa a alma libertar-se
não mostres que tudo em ti
não é mais que um disfarce
..
na masmorra onde moro
sinto que choras cantando
se cantas também eu choro
e cantando eu vou chorando
*
19/08/2010
No Cais das Colunas
aqui me sento e medito
aqui me sinto disperso
sou como o eco dum grito
que atravessa o universo
*
esta vontade insistente
de partir ficando aqui
me deixa triste e contente
pensando que já parti
*
à beira rio sonhando
aqui eu me sinto assim
há coisas que recordando
me fazem fugir de mim
*
no meu alforge de sonhos
carregado de vazio
há espaço para mais um
o grande sonho parti-o
não me resta mais nenhum
*
aqui me sento e me penso
aqui me oprimo e desfaço
é como se eu fosse imenso
e o rio o meu regaço
03/07/2010
O Nero dos meus sonhos
*
sou o Nero dos meus sonhos
louco de pé no terraço
soltando berros medonhos
pelos sonhos que desfaço
meus sonhos servem de pasto
às labaredas da torre
não deixarei nem o rasto
de nenhum sonho que morre
minha torre de babel
não há livro nem compêndio
não há tinta nem pincel
que descreva este incêndio
sou o Nero dos meus sonhos
sou o Nero dos meus sonhos
louco de pé no terraço
soltando berros medonhos
pelos sonhos que desfaço
meus sonhos servem de pasto
às labaredas da torre
não deixarei nem o rasto
de nenhum sonho que morre
minha torre de babel
não há livro nem compêndio
não há tinta nem pincel
que descreva este incêndio
sou o Nero dos meus sonhos
27/06/2010
O poema é uma concha
o poema é uma concha
com o som como o do mar
faz eco dentro de nós
é a alma a respirar
por isso tem que ser escrito
para que não nos magoe
como lançarmos um grito
quando cá dentro nos dói
o escrever não é senão
ave livre a libertar-se
duma certa solidão
com o poema por disfarce
o poema é uma mera
dor que queremos ocultar
como nós uma quimera
um desejo de gritar
o poema é uma concha
com o som como o do mar
*
30/05/2010
Na esquina da rua
a velha que estava
ao fundo da rua
nas noites de verão
sonhava sonhava
à sombra da lua
fazendo serão
rezava rezava
a velha que estava
ao sol e ao frio
nos dias d'inverno
chorava chorava
a face era um rio
a vida um inferno
a velha que estava
pedindo esmola
chorando na esquina
olhava olhava
para a menina
que vinha da escola
hoje na esquina
da rua triste
com gente a passar
só vejo a menina
a velha que viste
deixou de lá estar
**
12/04/2010
Não é poema nenhum
isto não é poema nenhum
é certamente um desabafo
entre mim e Cristo
aquele Jesus que alguns acusam de maluquinho por ter sido sempre
doido por cruzes
e que acabou numa
que não era nenhuma das que fazia na carpintaria do pai
mesmo depois de morto
continuamos amigos e falo ainda com ele
deve rir-se muito das coisas que lhe digo
sem nunca lhe mentir
quando me zango com ele
não me responde
não diz nada de jeito e continua na cruz com aquele ar de sofredor
e isso me chateia e ele sabe
por isso nem responde
gosta de mim como eu gosto dele
disso não tenho dúvidas
um dia trocou-me as voltas e eu
que o trazia sempre no bolso
acabei por largá-lo à porta duma igreja de Burgos
onde cortámos relações e
nunca mais nos entendemos
desabafo ainda com ele
e ri-se de mim e não liga nada ao que eu digo
as coisas que lhe conto e que ele sabe!
não lhe escondo nada porque sei que ele havia de rir
é por isso que continuamos amigos como sempre
mas sei que um dia ele há-de arrepender-se de eu o ter abandonado
e há-de abraçar-me
e rir muito de mim
porque ele sabe
que a culpa foi toda dele e ao fim de tantos anos
já não vai ressuscitar
e sabe Deus se lá estará
para acolher-me
*
08/04/2010
Rio quase mar
em qualquer sítio sentado
a ver o Tejo quase mar
despejei nele um poema
que trazia cá por dentro
e o rio levou para salgar
lá onde o sol mergulha
cansado de aquecer
um país que já não sabe
o que foi e o que vai ser
olhei daqui o poente
a tingir de vermelho o céu
longe lá longe
onde se afundam sonhos no mar
para lá do que a vista alcança
só vale a pena sonhar
se soubermos ser criança
*
03/04/2010
Reencontro
aqui o mundo é tão meu
soletro versos a esmo
passam as núvens no céu
como sombras de mim mesmo
aqui o mundo é tão meu
sopram-me os ventos canções
voam gaivotas e eu
vou devorando ilusões
aqui o mundo é tão meu
a noite vai-me escondendo
com o seu manto de breu
sonhos que ando tecendo
aqui o mundo é tão meu
de rastos triste gritando...
um dos sonhos que morreu
renasceu e está voltando
aqui o mundo é tão meu
**
24/03/2010
Em branco
*
tenho um livro de folhas brancas
à espera
que eu as suje de palavras
que ninguém há-de entender
fico horas e horas a ler
folhas em branco que não escrevo
um livro que é só meu
quem quiser
que as leia como eu
e como estão
e nelas sinta tudo aquilo com que sonhei
e por birra de criança
ou sei lá se por vingança
não escrevi nem escreverei
*
tenho um livro de folhas brancas
à espera
que eu as suje de palavras
que ninguém há-de entender
fico horas e horas a ler
folhas em branco que não escrevo
um livro que é só meu
quem quiser
que as leia como eu
e como estão
e nelas sinta tudo aquilo com que sonhei
e por birra de criança
ou sei lá se por vingança
não escrevi nem escreverei
*
14/03/2010
Sabor de amora
*
apesar de tudo
não escondo as minhas mãos
onde trago ainda um resto de sol
por tocar-te o rosto
vê os meus lábios
ainda com o sabor a amora do teu sorriso
e a tua fome de corpo
gretados não vês?
e ainda perguntas porque ando em pontas de raiva
e recuso adormecer
com a saudade na boca
e sonhos e medos nos olhos
***
21/02/2010
cavalo de vento
falas de um vento forte
que sopra e te arrasta
como folha de árvore seca
que o outono envelheceu
caíste de borco na planície
onde há ainda malmequeres
a berrar brancos e amarelos
e a rir dos pardais que esvoaçam
sobre ti e contra o vento
vento que uiva
e se estatela nos pedregulhos
donde escorrem lamentos e segredos
que nos invadem e são
como tortura
a deixar nos malmequeres
a vontade de secar
falas de um vento forte que sopra
dum vento que é a imagem
do que tu sentes na alma
vento que te arrasta e em breve
te tornará em miragem
falas de um vento forte
vento-cavalo que montas
vento que ao fim de contas
te há-de arrastar para a morte
**
que sopra e te arrasta
como folha de árvore seca
que o outono envelheceu
caíste de borco na planície
onde há ainda malmequeres
a berrar brancos e amarelos
e a rir dos pardais que esvoaçam
sobre ti e contra o vento
vento que uiva
e se estatela nos pedregulhos
donde escorrem lamentos e segredos
que nos invadem e são
como tortura
a deixar nos malmequeres
a vontade de secar
falas de um vento forte que sopra
dum vento que é a imagem
do que tu sentes na alma
vento que te arrasta e em breve
te tornará em miragem
falas de um vento forte
vento-cavalo que montas
vento que ao fim de contas
te há-de arrastar para a morte
**
09/02/2010
Um só
um dia
um dia de vendaval
possesso de sonhos e raivas
saltei muros
mordi todas as regras com que me açaimaram
e fugi de mim mesmo
sentado e sem braços para me agarrar
vi-me fugir
e saltar
e dançar
em cima da raiva
e seguir
lá para os lados dos montes brancos de Calahorra
uivando
uivando como lobo
ao mundo que me traçaram
sei que um dia
um dia de vendaval
hei-de encontrar-me
e então
então sim
farei as pazes comigo mesmo
e voltaremos a ser
um só
os dois
****
15/11/2009
Taça de sonhos
apontaram-me o caminho
um beco
seguiu-me rindo a manada
ri dos idiotas
estendi os braços
despejei todo os sonhos
e cansaços
e não parei de olhar
os meus sonhos
de voar
à beira mar onde seco
as lágrimas que não choro
encontrei naquele beco
uma estrela que adoro
ri de todos e de mim mesmo
meus sonhos todos voaram
meus olhos vagueiam a esmo
nas estrelas que os sugaram
riram até as gaivotas
pelos meus sonhos levados
para longe dos idiotas
atrás de sonhos roubados
quem quiser sonhar que o faça
os meus sonhos são só meus
beberem da minha taça
que a mim me serviu deus?
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