15/10/2013
14/10/2013
a minha cidade
a minha cidade vai triste
alegre na rua
não vejo ninguém
não vejo ninguém
este país não existe
prós de são bento e belém
a minha cidade vai triste
é como estar a nevar
em noite calma e quente
que arrefece
que arrefece
a nossa maneira de estar
e por isso nem apetece
sair à rua e gritar
a minha cidade vai triste
a chorar sim de saudade
de não ser mais a cidade
que às ditaduras resiste
a minha cidade vai triste
29/09/2013
25/09/2013
23/09/2013
18/09/2013
Recordando...
o grande AMIGO e POETA
com um beijinho meu e dele para a minha afilhada
de quem ele sempre gostou
como eu gosto
11/09/2013
27/08/2013
mundo impávido e sereno
a loucura de quem faz e de quem assiste e nada faz
por não haver interesses que justifiquem
(foto de www.publico.pt)
08/08/2013
A lata do rafeiro...
chegou
interrompeu a pose
inspecionou
( tal como fazem os da ASAE )
estava tudo em ordem !
(na foto: minha amiga Larissa Ribas)
25/06/2013
04/06/2013
28/05/2013
18/05/2013
Sopa da pedra !
Receita ribatejana:
(Em panela de pressão... 45 minutos)
feijão encarnado previamente demolhado
orelha de porco raspada,lavada e picada
chouriço negro
chouriço de carne
toucinho entremeado
batatas
cebola
2 dentes de alho picados
folha de louro
coentros
sal e pimenta
Tudo na panela como fez o monge ( feijão, orelha aos pedacinhos , focinho picadinho, chouriços, toucinho, cebola e alhos picados, louro, sal, um pouquinho de pimenta e....água claro !
deixe cozer (45 minutos)
Olhe a pedra... meta lá e não a guarde no bolso ... não vá cair em tentações !
Depois de cozido... junte as batatas cortadas em pedacinhos e deixe cozer mais 6 ou 8 minutos
Verifique os temperos
Vai ver que só não come a pedra porque pode partir os dentes !
25/03/2013
Torquato da Luz
é assim que te lembro amigo
tantas vezes nos embrulhámos em questões que ninguém entenderá
tantas vezes nos abraçámos e nos perdoámos
desta vez não te posso perdoar
teres partido assim
24/03/2013
Luto na Poesia
Faleceu hoje um Grande Poeta
mas o que me enraivece é que
além dum Grande Poeta
era sobretudo um AMIGO Grande
além dum Grande Poeta
era sobretudo um AMIGO Grande
Paz para ti
Torquato da Luz
sê paciente, espera
e não te inquietes a pensar no fim.
Eu hei-de renascer na Primavera
como a folhagem do jardim
e a luz que se derrama na cidade
de Lisboa ao respiro da liberdade.
Escusas, pois, de vir bater-me à porta
ou de deixar mensagem
no telemóvel, que eu fui de viagem
e o resto não importa.
Torquato da Luz
21/03/2013
Do cais das colunas onde se amarravam escravos
lá onde o sol se envergonha
e se esconde
longe lá longe
sei lá onde
há sempre uma gaivota que chega
com a liberdade nas asas
18/01/2013
24/12/2012
20/12/2012
23/11/2012
22/11/2012
Duda e o poeta
encontrei a minha afilhada sempre linda
à beira Tejo
como que relendo o grande poeta que foi
Francisco Rodrigues Lobo
03/06/2012
11/04/2012
Um Poema
Um poema que acabo de "roubar" ao meu grande amigo e poeta Torquato da Luz
que nos há-de oferecer muitos...muitos mais.
http://oficiodiario.blogspot.com/Prosseguindo
Foi tudo há tanto tempo que por vezes
dou por mim a pensar que não fui eu
mas outro que viveu
as noites e os reveses
que a vida me estendeu.
Venho de longe e trago nos ouvidos
o eco de coisas que não sei
se perdi ou tão-só abandonei
nos caminhos percorridos.
Resta-me olhar a paisagem
e prosseguir viagem.
30/01/2011
Atirei pedras ao céu....
atirei pedras ao céu
gritando a Deus
que responda
que responda
e me diga finalmente
porque razão
me resta apenas a noite
que me traz a incerteza
desta certeza de ter que seguir
por esta estrada
a duvidar
que vá dar
a parte alguma
atirei pedras ao céu
e Deus
complacente e enfadado comigo mesmo feito criança
não respondeu
tocou apenas o sol e me enviou
uma onda de bonança
que a alma devorou
atirei pedras ao céu
e Deus
irritado comigo
como se irrita qualquer criança
confirmou ser meu castigo
viver com a esperança
com que vive
qualquer mendigo
atirei pedras ao céu
com medo
Deus apontou-me o dedo
mas não respondeu
(Imagem da Net)*
10/12/2010
Lágrima
não é dor
nem sequer mágoa
a água
que encharca esse teu rosto
são gotas de lua
um mosto
de raiva sòmente
um tsunami frequente
que acontece
quando a saudade transborda
e a alma
enraivece.
28/11/2010
Este fardo
este fardo... a minha herança...
onde vou ? nem já eu sei !
perdi-me ainda criança
por atalhos e cansado
deixai que fique sentado
nos escombros da esperança
deixai que fique sozinho
como Jó também ficou
e segui vós o caminho
que o vosso deus vos traçou.
(Imagem de Roberas.blogspot.com)
24/10/2010
A chorar finges que cantas
na masmorra de mim mesmo
ora choro, ora canto
canto por ti quando choras
choro por ti se tu cantas
...
quando choras... de certeza
que o teu choro é de alegria
sei que cantas de tristeza
quando a alma vazia
nos teu olhos fica presa
...
abre os olhos e sorri
deixa a alma libertar-se
não mostres que tudo em ti
não é mais que um disfarce
..
na masmorra onde moro
sinto que choras cantando
se cantas também eu choro
e cantando eu vou chorando
*
19/08/2010
No Cais das Colunas
aqui me sento e medito
aqui me sinto disperso
sou como o eco dum grito
que atravessa o universo
*
esta vontade insistente
de partir ficando aqui
me deixa triste e contente
pensando que já parti
*
à beira rio sonhando
aqui eu me sinto assim
há coisas que recordando
me fazem fugir de mim
*
no meu alforge de sonhos
carregado de vazio
há espaço para mais um
o grande sonho parti-o
não me resta mais nenhum
*
aqui me sento e me penso
aqui me oprimo e desfaço
é como se eu fosse imenso
e o rio o meu regaço
03/07/2010
O Nero dos meus sonhos
*
sou o Nero dos meus sonhos
louco de pé no terraço
soltando berros medonhos
pelos sonhos que desfaço
meus sonhos servem de pasto
às labaredas da torre
não deixarei nem o rasto
de nenhum sonho que morre
minha torre de babel
não há livro nem compêndio
não há tinta nem pincel
que descreva este incêndio
sou o Nero dos meus sonhos
sou o Nero dos meus sonhos
louco de pé no terraço
soltando berros medonhos
pelos sonhos que desfaço
meus sonhos servem de pasto
às labaredas da torre
não deixarei nem o rasto
de nenhum sonho que morre
minha torre de babel
não há livro nem compêndio
não há tinta nem pincel
que descreva este incêndio
sou o Nero dos meus sonhos
27/06/2010
O poema é uma concha
o poema é uma concha
com o som como o do mar
faz eco dentro de nós
é a alma a respirar
por isso tem que ser escrito
para que não nos magoe
como lançarmos um grito
quando cá dentro nos dói
o escrever não é senão
ave livre a libertar-se
duma certa solidão
com o poema por disfarce
o poema é uma mera
dor que queremos ocultar
como nós uma quimera
um desejo de gritar
o poema é uma concha
com o som como o do mar
*
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